segunda-feira, 27 de junho de 2011

Comer bem é uma questão de hábito.

Comer bem é fundamental para manter a saúde. É também uma questão de hábito: quando aprendemos, desde cedo, a escolher com inteligência o que vamos comer, a tendência é levarmos a lição para o resto da vida. Mas para os esquecidos – ou desatentos – nunca é tarde para tentar de novo. Basta investir na reeducação alimentar.

Ao contrário do que muita gente pensa, a reeducação alimentar não é um tipo de dieta. É um processo gradual de mudança de comportamento em relação à comida, tão profundo que se torna um novo hábito. Funciona porque não é restritivo e não se destina apenas ao emagrecimento (mesmo quem está na faixa de peso considerada saudável pode estar precisando de mudanças no cardápio).

Para completar, a reeducação não é incompatível com o prazer à mesa e pode incluir até aquele quitute super calórico de valor sentimental. É só não abusar.

“Ao longo da vida, vamos construindo nossa história alimentar, com alguns alimentos que têm um significado emocional, familiar ou que nos trazem memórias preciosas”, explica a nutricionista Hevoise Papini. “Negociar estes prazeres, associando-os a uma alimentação saudável, faz parte do processo de transformação que é a reeducação alimentar”.

Mas como é muito difícil mudar hábitos da noite para o dia, a reeducação é gradual e deve ser feita com o acompanhamento de um profissional especializado. Além de ensinar a escolher os alimentos por ordem de qualidade e quantidade e montar um cardápio exclusivo – pois a reeducação alimentar é personalizada -, ele vai ajudar a manter a motivação.

“As pessoas pensam que a reeducação alimentar é uma forma de emagrecer comendo menos. Na verdade, é um tratamento a longo prazo, a fim de evitar o processo de compulsão”, afirma a psicóloga especializada em emagrecimento Luciana Kotaka.

Para os gregos, o termo “dieta” significa comer com sabedoria. Parece mais reeducação alimentar.

*Fontes:
Hevoise Papini – Nutricionista Mestre pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica, especialista em emagrecimento e dependência química

2 comentários:

Luciana Kotaka disse...

Gostei muito dessa matéria! Bj

Edna Melo disse...

Gostei muito do seu blog! Comer é com certeza uma questão de hábito e não é à toa que se fala tanto hoje na educação e reeducação alimentar, afinal vivemos sendo deseducados nesse campo pelas indústrias alimentícias e precisamos mudar os hábitos erroneamente adquiridos. No seu blog dá pra ver como isso é fácil, ao contrário do que muita gente acredita, né? Beijos!