quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pensamento gordo é um dos fatores que levam a comer em excesso




Desenvolver estratégias para mudanças de pensamento geram atitudes assertivas

A compulsão é um grande tormento para milhares de pessoas que sofrem com o sobrepeso e obesidade. Quem nunca teve um momento de deslize e exagerou ao comer, não sabe a culpa e a auto recriminação que as pessoas sentem, quando acabam comendo em excesso.

A compulsão, segundo Claudino e Zanella é o termo utilizado para atos que o indivíduo se sente coagido internamente a realizar, pois se não o fizer haverá incremento da angústia.

Desta forma, podemos pensar em como a comida acaba levando a uma satisfação rápida, tanto de emoções, como de sentimentos angustiantes, pois é uma forma rápida de compensação e de alívio.

A forma de pensar gordo tem relação direta nesse aspecto, pois ao avaliarmos esses indivíduos, verificamos que os mesmos estabelecem uma relação de dependência, a nível de satisfação tanto corporal quanto pessoal.

O segredo é criar consciência do porque está comendo. Se está com fome, se come para acompanhar alguém, ou porque está descontando emoções na comida, e se perguntar sempre, o porquê está comendo.

Diante desses questionamentos, o único caso que deve ser resolvido com comida é a fome. Se estiver triste chore; se está ansiosa tome um banho, relaxe, respire fundo. O importante é vivenciar as emoções e resolver cada uma delas com a solução mais adequada, isto é, permitir sentir o que está acontecendo e procurar resolver da forma mais assertiva, que com certeza, não será a comida.

A partir daí, você vai começar a perceber a diferença entre fome-física e fome-emocional, e vencer a compulsão. Essa percepção e o reconhecimento das duas situações distintas abrem seu leque de opções, te dando instrumentos para lidar melhor com essas situações.

É você quem vai decidir se come ou não come, é você que tem que ter o controle sobre seu corpo e emoções. Como comer é para vida toda, é importante que aprenda a lidar com a comida, pois viver de regime é contraproducente e gera compulsão alimentar.

O mais importante, é que após tomar todas as medidas necessárias para perder peso, mesmo assim não conseguir emagrecer por não manter as orientações, é procurar um Psicólogo para poder compartilhar e solucionar, daquilo que não está determinado somente na necessidade orgânica de se alimentar, ou melhor, trabalhar o porquê está precisando se alimentar de comida e não de afeto, de carinho, de alegrias, de realizações.

Aprender a viver a vida com prazer, pois em nossa rotina diária, acabamos não nos permitindo vivenciar atividades prazerosas, e vamos sendo esmagados pelas obrigações .O foco é identificar o que em você não está sendo bem canalizado, preenchido, que a comida está tendo que tapar...

Luciana Kotaka
Psicóloga
http://lucianakotaka.com.br/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sete maneiras de lidar com a fome emocional

Entenda os seus sentimentos e afaste a compulsão alimentar

PUBLICADO EM 21/12/2011 POR MANUELA PAGAN
As restrições exageradas na tentativa de emagrecer ou o estresse e as frustrações do dia a dia podem provocar um impulso incontrolável pela ingestão de comida - a chamada compulsão alimentar. As emoções costumam ser as principais causadoras desse distúrbio. "Sentimentos de angústia, tristeza, ansiedade ou euforia comumente desencadeiam esse processo", aponta a psicóloga e health coach Juliana Sato, especialista do Minha Vida.
Se não controlada, essa compulsão pode acabar com a dieta e ainda chegar a níveis mais graves, relacionando-se com transtornos alimentares como anorexia, bulimia e síndrome do comer noturno. Para contornar as situações de fome emocional, confira os conselhos de especialistas no assunto.  
  • Diário alimentar - foto: Getty Images
  • Bicicleta - foto: Getty Images
  • Geladeira saudável - foto: Getty Images
  • Terapia - foto: Getty Images
  • Alimento saudável - foto: Getty Images
  • Picolé - foto: Getty Images
  • Alimentação equilibrada- foto: Getty Images
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1. Você não sabe por que come compulsivamente?

2. Identifique a causa, que pode ser as pressões do dia a dia. 


O excesso de demandas, expectativas e frustrações, sejam na área profissional, familiar, amorosa ou financeira, podem gerar a fome emocional. Uma bronca do chefe, rompimentos emocionais, momentos de mudanças ou falta de dinheiro são situações que comumente causam essa compulsão. Fique atento a situações como essas na sua rotina. É válido fazer um diário alimentar e sentimental. Anote como se sentia no momento que comeu demais, assim ficará mais fácil identificar de onde vem a compulsão. ?Quando a pessoa consegue identificar o que está causando essa necessidade, ela se conscientiza da real causa de sua necessidade e pode aprender a controlar esse comportamento?, explica a psicóloga Juliana Sato.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


FELIZ NATAL PARA NÓS!

Como acontece sempre nesta época, as pessoas tentam compreender o que nos acontece diante destas datas milenares, que leva à depressão ou à euforia, não necessariamente nesta ordem. Este ano vou me permitir ser mais simplória em minhas constatações: Acho que vimos “televisão” demais nas últimas décadas, com todos aqueles filmes americanos, neve, lareiras, famílias felizes com sorrisos perfeitos, shoppings coloridos, Papai Noel encasacado, etc. Quem não se sente fora do mundo vendo tudo isto?!

Dezembro é um mês cheio de paradoxos. Há os que amam e há os que odeiam estas promessas de feriados e festas. Para a felicidade de uns, o comércio fica aberto até altas horas, o que representa trabalho dobrado, cansaço ao limite e uma reviravolta na rotina doméstica dos milhares de comerciárias e comerciários que trabalham em lojas de todo tipo. Para o público, é hora do prazer de esbanjar, do desgaste da criatividade e dos desatinos. Há os que querem presentear e os que podem presentear, o que nem sempre é fácil de distinguir...

Quem lembra o que estamos mesmo comemorando no dia 25? Parece que pouco importa, desde que tenha peru, farofa, champanha (pode ser até aquela sidra da promoção) e gente, muita gente. Como aprendemos nos filmes americanos a família reunida é o maior sinal de felicidade no Natal e na virada do ano. Talvez seja mesmo, desde que estas reuniões tenham como objetivo a troca de afeto já existente e cultivado. Melhor enfatizar: afeto amoroso, fruto de profundos e genuínos sentimentos de bem-querer. 

Tenho visto o malabarismo que nos permitimos fazer para diblar a solidão e estranhamento e nos encaixar no modelo “padrão” de Natal. Trocamos afetos, muitas vezes, do tipo interesseiro, por definição, agressivo. Gente que mal se olha durante 360 dias do ano se junta na mesma casa por algumas horas ou dias, fazendo o supremo esforço de suportar-se. Pior ainda, se for na casa da praia, apertada e mal dividida, onde uns trabalham e muitos se divertem, extrapolam e se cutucam com alfinetadas sagazes. 

Tenho uma amiga que trabalha há muitos anos na vara de família, que todo o dezembro me conforta dizendo: "Aceite, as famílias são imperfeitas". Não é preciso se esforçar tanto. Com raras exceções, é pura lenda esta história de quinze, vinte pessoas de hábitos e temperamentos diferentes confraternizando harmoniosamente, movidas pelos sons dos sinos de Natal. Freud já dizia: quando aquele que anda no caminho da obscuridade canta, nega a sua ansiedade, mas nem por isso enxerga mais claro! De outro modo, logo depois do almoço do dia 25 quem puder volta pra casa saturado! 

Deveria ser suficiente saber disso para que valorizássemos mais o que se passa no anonimato dos outros onze meses do ano. Que mania que temos de nos impressionar com a hipocrisia e com as cenas ensaiadas. Que não se vitimize quem não tem a presença da família por perto ou da pessoa amada, achando-se infeliz. Ou quem sofreu perdas importantes por morte, separação ou puro abandono e precisa aguentar-se como pode nestes infindáveis feriados. Ou pra quem não tem grana para distribuir presentes, ou melhorar a casa, ou dar conta das dívidas. 

Mas, há os benditos cliches e todas aquelas cenas repletas de "felicidade", com bolachas decoradas, meias de lã e neve... Basta olhar o mapa que vamos perceber o tamanho da nossa fantasia! Vivemos num país tropical, sem chance alguma de frio abaixo de zero, o que já elimina a extravagante roupa vermelha, a lareira, a neve e boa parte do "calor" que se supõe ali. Vivemos no Brasil, uma terra de muitos contrastes, que impossibilita totalmente que um peru de pelo menos cinquenta reais esteja em mais de 30% das ceias sem um considerável esforço contábil. Nozes, castanhas, champanha legítima: absurdo total! 

Não estou interessada em falar de Natal para quem se regozija nas delícias do que há de melhor. Viver no melhor ou com o melhor é barbada. Penso naquele tantão de gente que está tentando transformar estas datas, dentro do possível, em algo agradável. Sim, talvez não existam luzes coloridas, ceia farta e todo o cenário típico. Ponto.

E daí? Vai ficar acreditando que a infelicidade é o que resta para você? 

O que de bom há dentro de você neste momento? Isso vale muito mais do que tudo o que a mídia ou a nossa imaginação fabrica. Aos cristãos, que desejam de fato comemorar o nascimento de Cristo vale lembrar as condições miseráveis em que esta criança foi parida. Não muito diferente da realidade de milhares de brasileiros, sem casa própria, sem previdência privada, excluídos de confortos e luxos e de coisas básicas também, como educação e saúde mental. E, ainda assim, fez história, consagrou-se como o filho abençoado. 

Não, não tenho nenhuma fórmula para transformar em uma semana o que não foi feito em um ano todo. Sinto muito! Seja realista e não tenha pena de si mesmo. Ah! Você queria fazer uma ceia? Faça! Dentro do limite do seu apetite e da sua conta bancária. Arranje uma receita destas bem complicadas, que precise de muito tempo para ser preparada e se entregue a si mesmo. Só não vale estar ali com o corpo se o coração não estar! Pouco importa o cardápio, o mais importante é apreciar a sua companhia. É não se deixar sozinho: é para maternar a si mesmo, mimar-se, apostar no que vai vir deste momento em que você pode estar no melhor lugar do mundo: dentro de você!! 

Se não lhe parecer suficiente cozinhar para você mesmo, faça para quem apreciará certamente. Se não tiver filhos, parentes, amigos, não há de faltar neste ano o interfone tocando e uma vozinha tímida dizendo "Feliz Natal, tia". Distribua o que lhe sobra. Crie o que lhe falta. Use a imensidão de recursos humanos que temos dentro de nós para ser mais generoso, solidário e verdadeiro.

Ah! E veja menos porcaria na “televisão”. 

Dezembro é um mês tão lindo quanto qualquer outro para apreciar a natureza, ouvir música de boa qualidade, abraçar quem está sempre ao seu lado, ler o que não tem nada a ver com o seu trabalho. Descubra o que é renascer a cada ano que passa gravando a sua própria história. Dê menos importância para os presentes que há de dar ou receber. Olhe ao seu redor e dentro de si muito mais. Planeje o próximo ano considerando suas limitações e seus desejos. Trace metas realizáveis. Perdoe-se e recomece se errar. Erra-se menos quando se escuta o que vem de dentro. 

"Ano que vem eu vou..."

Vá ainda neste ano. Sorria por estar vivo. Comemore-se!

Tomara que seu natal seja verdadeiro. Brasileiro. Real. E, nem por isso, imagino que tenha que ser menos alegre e emocionante. 

Boas festas!

Tárcia Davoglio
Psicóloga
Mestre em Psicologia Clínica
Doutoranda em Psicologia