quarta-feira, 21 de agosto de 2013

SOBRE A MANUTENÇÃO DOS VETOS DO ATO MÉDICO

Colegas nutris, vocês sabem que estamos passando por um momento histórico no Brasil. Muitas coisas estão mudando e são mudanças muito necessárias. Mas fiquemos atentos ao MERECIMENTO desses presentes. Pedimos coisas e, ao ganhá-las, temos a responsabilidade de ZELAR por elas. 

Que ninguém se iluda achando que a batalha está ganha. Não. Agora é que a batalha começa de verdade. Agora é que teremos que, mais do que nunca, zelar pela nossa profissão, pelo tratamento adequado ao paciente, pelo estudo incansável, pelas especializações, pelo aprofundamento em cada área que escolhermos. 


Vamos usar esse presente de forma coerente e responsável. Vamos zelar por ele como quem zela por um tesouro que, na verdade, o é. Agora temos nas mãos uma pedra bruta a ser lapidada. Alguns já a lapidaram, outros quase, e outros ainda estão começando. Os que estão começando, são em maior número e a cada dia aumentam. Então, eu peço aqui, de todo o coração, que zelem por essa pedra bruta com foco forte de torná-la um diamante. Sabemos o quanto a nutrição é importante para a humanidade. Agora, mais do que nunca, temos em nossas mãos a responsabilidade de mostrar ao mundo essa importância. 


Responsabilidade, zelo e clareza a todos nós, para cumprir essa missão. Que sejamos merecedores desse presente. Amém.


domingo, 4 de novembro de 2012

COMPORTAMENTO ALIMENTAR - Prazer de comer

(São Paulo, BR Press) - O atendimento clínico de pessoas que querem emagrecer é um laboratório de ideias. 

Na clínica, o psicólogo tem a oportunidade de vivenciar uma proximidade verdadeira com o outro, na medida em que compartilha os meandros de um discurso recheado de dúvidas, expectativas, desejos, medos, fantasias, contradições. É um campo fértil para se questionar, e quebrar, de forma conjunta, um discurso pronto, cheio de preconceitos. Um discurso puramente médico da obesidade, ou um discurso moralista.

É com o atendimento em consultório, seja de forma individual ou em grupo, que vou construindo meu fazer. É na prática que testo uma ideia interessante, uma teoria pertinente. O que funciona? O que provoca mudança? Com quem adianta? Quando?

Aprendi que uma nova relação com o alimento não pode ser simplesmente imposta, ela é parte de uma jornada de autoconhecimento, de tomada de consciência. De forma colaborativa, profissional e paciente vão construindo a nova realidade, mais saudável, mas também possível. Tem de ser possível!

Leia mais aqui.

Por Lia Ades Gabbay, psicóloga, com especialização em Psicologia do Comportamento Alimentar, Transtornos Alimentares e Obesidade. 
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